Menu
MPSC apura denúncias de alimentos vencidos e falhas de gestão em abrigo de crianças em Campos Novos
Campos Novos

MPSC apura denúncias de alimentos vencidos e falhas de gestão em abrigo de crianças em Campos Novos

O MPSC investiga supostas falhas graves na instituição de acolhimento de Campos Novos, como comida vencida há mais de um ano.

Pedro Silva

Pedro Silva

MPSC apura denúncias de alimentos vencidos e falhas de gestão em abrigo de crianças em Campos Novos

Compartilhe:

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Campos Novos, instaurou procedimentos para apurar uma série de irregularidades graves na instituição de acolhimento de crianças e adolescentes do município. Entre as acusações investigadas estão falhas estruturais, condutas inadequadas de funcionários e o fornecimento de alimentos impróprios para o consumo.

A atuação do órgão iniciou em junho após vistorias do Tribunal de Justiça apontarem a necessidade de melhorias estruturais e a ausência de alvará sanitário regularizado. Paralelamente, relatos indicavam que educadores usavam linguagem imprópria diante das crianças e que mantimentos e itens de higiene eram comprados com recursos próprios das funcionárias devido à falta de suprimentos municipais.

Alimentos vencidos há mais de um ano e maquiagem de validade

A situação se agravou em meados de agosto, quando denúncias apontaram o fornecimento de refeições preparadas com comida vencida e reaquecida. Havia relatórios indicando a existência de produtos com prazo de validade expirado há mais de um ano e uma suposta ordem superior para retirar os itens das embalagens originais e colocá-los em sacos plásticos, ocultando a data de vencimento.

Uma vistoria presencial realizada pela Promotoria de Justiça juntamente com a Vigilância Sanitária Estadual confirmou as irregularidades. No local, as equipes encontraram pães mofados, alimentos fora de suas embalagens originais e carnes embaladas a vácuo sem etiquetagem de validade. O abrigo foi autuado pelo órgão sanitário.

A Promotora de Justiça Raquel Betina Blank ressaltou que a unidade sempre foi referência, mas passou a enfrentar graves problemas devido à alta rotatividade na coordenação e tolerância com condutas inaceitáveis. Segundo ela, a oferta de comida imprópria vinha sendo justificada internamente para “evitar desperdícios”. O MPSC continuará cobrando adequações urgentes do município para garantir a proteção integral dos acolhidos.


Compartilhe: